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Revoltas e a mineração no Período Colonial

A) Revoltas

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A partir de 1500, o Brasil foi colonizado por Portugal, embora a exploração do território não tenha começado no mesmo ano. No início, os portugueses apenas extraíam o pau-brasil, o qual era trocado com os indígenas através do escambo. Porém essa postura da metrópole portuguesa só mudou quando a ameaça de perder o Brasil e seus benefícios aumentou.
A exploração do Brasil foi se desenvolvendo em sentido colonial, e por isso, tudo que era produzido em território brasileiro iria para Portugal, o qual detinha os lucros finais. Essa relação estava inserida no Mercantilismo, o qual marcou as ligações de produção e lucro entre colônias e metrópoles. Lembrando que, o objetivo principal das metrópoles era obter o máximo de lucros possíveis com a produção das colônias.
A exploração excessiva feita pela metrópole portuguesa descontentou grande parte da população a partir do final do século XVII. Desde então, muitos movimentos de revolta ocorreram, dividindo-se entre nativistas, os quais ocorriam entre os colonos ou defesa de interesses de membros da elite colonial, e os de tipo separatistas, que reivindicavam a independência em relação a Portugal.
Entre as revoltas nativistas mais importantes estão:
• Revolta dos Beckman: ocorreu no Maranhão, em 1684. Foi a única revolta do século XVII. Seus líderes foram os irmãos Manuel e Tomas Beckman, os quais reivindicavam melhorias na administração colonial. Os portugueses reprimiram os revoltosos violentamente.
• Guerra dos Emboabas: foi um conflito ocorrido entre 1708 e 1709, em Minas Gerais. Isso aconteceu porque os bandeirantes paulistas queriam ter exclusividade na exploração do ouro recém descoberto no Brasil, porém muitos portugueses chegavam à colônia para investir na exploração. A tensão culminou em conflito entre as partes.
• Guerra dos Mascates: aconteceu entre 1710 e 1711, em Pernambuco. O confronto envolveu senhores de engenho de Olinda e comerciantes portugueses de Recife. A elevação de Olinda à categoria de vila desagradou os comerciantes enriquecidos de Recife, gerando um conflito. O conflito acabou com a intervenção de Portugal e equiparação entre Recife e Olinda.
• Revolta de Filipe dos Santos: aconteceu em 1720 e representou a insatisfação dos donos de minas de ouro em Vila Rica com a cobrança do quinto e a instalação das Casas de Fundição. O movimento foi encerrado violentamente pela Coroa Portuguesa, e seu líder, Filipe dos Santos Freire, condenado à morte.
As revoltas separatistas que se destacaram foram:
• Inconfidência Mineira: revolta ocorrida em Minas Gerais, em 1789, a qual era contra a exploração do Brasil, e por isso, pretendia tornar Minas Gerais independente de Portugal. Porém o movimento foi descoberto e seus participantes foram punidos pela metrópole. Tiradentes foi morto e esquartejado em praça pública para servir de exemplo aos demais do que aconteceria aos descontentes com Portugal.
• Conjuração Baiana: movimento ocorrido na Bahia, em 1798, o qual pretendia separar o Brasil de Portugal e acabar com a escravidão. Porem foi severamente punido pela Coroa Portuguesa.

B) Mineração no Brasil colonial

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A época da mineração no período colonial abrangeu basicamente o século XVIII, com o seu apogeu entre 1750 e 1770. Nessa fase, a vida econômica da colônia voltou-se para o extrativismo mineral, sendo que Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás eram as principais regiões auríferas.
A mineração dessa época foi desenvolvida a partir do ouro de aluvião, o qual possuía baixo nível técnico e suas jazidas se esgotavam rapidamente. No extrativismo do ouro, as formas de exploração mais comuns eram as lavras, em que se utilizava o trabalho escravo e uma técnica mais apurada, e a faiscação, que era a extração individual realizada por homens livres.

Após sua extração, o ouro era levado para as Casas de Fundição. Ali, era quintado, fundido e transformado em barras, o que assegurava o controle dos lucros da exploração pela coroa portuguesa.

- Legislação, órgãos e tributos da mineração
Com o Regimento das Terras Minerais, a exploração aurífera poderia ser livre, mediante o pagamento do quinto. Por esse regimento, a distribuição das jazidas era divididas em datas e passadas para os exploradores mediante o sistema de sorteio, promovido pela Intendência das Minas. No que refere a tributação, inicialmente existia o quinto, o qual não era tão eficiente, já que havia o contrabando, pois o ouro podia estar em pó. Com o intuito evitar o contrabando e efetivar sua cobrança, foram criadas as Casas de Fundição, Vila Rica, as quais transformavam o ouro em barras timbradas e quintadas. Em 1735, foi criado um novo imposto, a capitação, onde se cobrava 17 gramas por escravo em atividade na mineração.
Em 1750 foi instituída a finta, que era a fixação de uma cota fixa de 100 arrobas que incidia sobre toda a região aurífera. Porem, com a decadência da mineração, essa cota não era atingida, o que gerava um déficit que se avolumava a cada ano. Portanto, em 1765, foi instituída a derrama, que cobrava o quinto atrasado, que deveria ser pago por toda a população da região. E esse quadro só aumentou o descontentamento contra os abusos da metrópole portuguesa.
A exploração dos diamantes
Bernardo da Fonseca Lobo descobriu, por volta de 1729, as primeiras jazidas de diamantes no arraial do Tijuco, atual Diamantina. A partir de então, teve início sua exploração, a qual era considerada um monopólio régio.
Em 1733, foi criado o Distrito Diamantino, única onde podia se explorar legalmente as jazidas, mediante o pagamento do quinto e da capitação sobre o trabalhador escravo. Em 1739, houve o sistema de contrato, o qual deu origem aos ricos contratadores. Porém, diante das irregularidades e do desvio dos impostos, em 1771, foi decretada a régia extração, que contava com o trabalho de escravos alugados pela coroa. Posteriormente, com nova liberação da exploração, foi criado o Livro de Capa Verde, contendo o registro dos exploradores, e o Regimento dos Diamantes, procurando disciplinar a extração. Contudo, o monopólio estatal sobre os diamantes vigorou até 1832.

- As consequências da mineração
A mineração e suas consequências refletiram fortemente sobre a vida econômica, social, política e administrativa da colônia.
Podemos citar como principais consequências a grande migração de portugueses para a região das Gerais, o que gerou uma explosão populacional; o deslocamento do eixo econômico e demográfico para a região Centro-Leste; a intensificação do tráfico negreiro e a mudança de capital para o Rio de Janeiro, a qual foi decretada pelo marquês de Pombal em 1763.
A mineração também desenvolveu o comércio e mercado interno. A vida urbana, por conta da exploração, gerou uma sociedade heterogênea, que convivia lado a lado com o trabalho livre e o trabalho escravo, o que fez a concentração de renda ser menor, enriquecendo, principalmente, os setores ligados ao abastecimento.
Vale lembrar que a “corrida do ouro” promoveu o povoamento do interior do Brasil, anulando a velha demarcação de Tordesilhas.
Questões

1) (FUVEST) O ideário da Revolução Francesa, que entre outras coisas defendia o governo representativo, a liberdade de expressão, a liberdade de produção e de comércio, influenciou no Brasil a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, porque:
a) cedia às pressões de intelectuais estrangeiros que queriam divulgar suas obras no Brasil.
b) servia aos interesses de comerciantes holandeses aqui estabelecidos que desejavam influir no governo colonial.
c) satisfazia aos brasileiros e aos portugueses, que desta forma conseguiram conciliar suas diferenças econômicas e políticas.
d) apesar de expressar as aspirações de uma minoria da sociedade francesa, aqui foi adaptado pelos positivistas aos objetivos dos militares.
e) foi adotado por proprietários, comerciantes, profissionais liberais, padres, pequenos lavradores, libertos e escravos, como justificativa para sua oposição ao absolutismo e ao sistema colonial.

ALTERNATIVA E

2) (Mackenzie) Há duzentos anos, em 1798, um movimento pela  Independência do Brasil inspirou-se nos ideais revolucionários franceses, defendendo a igualdade social, o trabalho livre e o fim das distinções de raça e cor. Teve caráter popular, influência maçônica e forte conteúdo social. Identifique-o nas alternativas abaixo.
a) Inconfidência Mineira
b) Conspiração dos Suassunas
c) Revolução Pernambucana
d) Inconfidência Baiana
e) Conjura Literária

ALTERNATIVA D

3) (FUVEST) Podemos afirmar que tanto na Revolução Pernambucana de 1817, quanto na Confederação do Equador de 1824,
a) o descontentamento com as barreiras econômicas vigentes foi decisivo para a eclosão dos movimentos.
b) os proprietários rurais e os comerciantes monopolistas estavam entre as principais lideranças dos movimentos.
c) a proposta de uma república era acompanhada de um forte sentimento antilusitano.
d) a abolição imediata da escravidão constituía-se numa de suas principais bandeiras.
e) a luta armada ficou restrita ao espaço urbano de Recife, não se espalhando pelo interior.

ALTERNATIVA C

4) (FGV) O movimento político organizado na Bahia em 1789 incluía em seu bojo e na sua liderança mulatos e negros livres ou libertos, ligados às profissões urbanas, como artesãos ou soldados, bem como alguns escravos.
“Os conspiradores defendiam a proclamação da República, o fim da escravidão, o livre comércio especialmente com a França, o aumento do salário dos militares, a punição de padres contrários à liberdade. O movimento não chegou a se concretizar, a não ser pelo lançamento de alguns panfletos e várias articulações. Após uma tentativa de se obter o apoio do governador da Bahia, começaram as prisões e delações. Quatro dos principais acusados foram enforcados e esquartejados. Outros receberam penas de prisão ou banimento.”

O texto anterior refere-se à:
a) Conjuração dos Alfaiates.
b) Balaiada.
c) Revolução Praieira.
d) Sabinada.
e) Inconfidência Mineira.

ALTERNATIVA A

5) (UFPE) As “revoluções libertárias” de Pernambuco, no século XIX, tinham um caráter separatista. A Revolução de 1817, entretanto, destacou-se por receber apoio de muitos padres católicos e da maçonaria.
Sobre esta Revolução, podemos afirmar que:
a) o governo revolucionário recebeu uma grande influência do Sinédrio, importante sociedade secreta de Portugal;
b) o principal objetivo do movimento era liquidar o comércio a retalho dominado pelos portugueses;
c) o seu líder maior – Frei Caneca – desejava a separação do Império e a formação de uma confederação;
d) o movimento revolucionário foi essencialmente militar, porque não havia uma classe burguesa local;
e) o governo provisório era representado pelos proprietários rurais, pelo comércio, clero, magistratura e forças armadas.

ALTERNATIVA E

6) (UEL) Dentre as rebeliões coloniais, a que marcou o início do processo de emancipação política no Brasil, por questionar a dominação metropolitana na colônia, foi a:
a) Revolta de Beckman.
b) Guerra dos Mascates.
c) Guerra dos Emboabas.
d) Inconfidência Mineira.
e) Confederação do Equador.

ALTERNATIVA D

Curiosidades

• O nome emboaba era derivado do Tupi e significava ave com penas até os pés.
• A Conjuração Baiana teve a participação de pessoas de todos os níveis sociais, inclusive mulheres.
• Um grupo de pessoas começou a realizar reuniões na cidade de Vila Rica e lá planejavam uma conspiração contra o governo português. Tiradentes era o membro mais pobre do grupo.
• Grande contingente de baianos foi atraído pelas minas. Até senhores de engenho abandonaram tudo e se mudaram para lá com todos os seus bens e escravos.
• O gado muar era essencial como meio de transporte. E o principal centro produtor estava localizado na região platina, que, tradicionalmente, fornecia esse gado para as minas peruanas.
• Na arquitetura e na escultura, emergiram as figuras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e mestre Valentim, nomes importantes do barroco mineiro.

Filme: Os Inconfidentes (1972)

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Tiradentes, o Mártir da Independência (1976).
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Colonização da América Portuguesa

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Na América portuguesa, não existiam metais preciosos ou povos organizados de tal forma que tivesse a possibilidade de imediata integração ao comércio metropolitano. Os portugueses estavam mais interessados no lado lucrativo do comércio de especiarias com as Índias.
Por esses motivos, em 1500, não existiu uma colonização efetiva e de povoação do território nas primeiras décadas do século XVI. Contudo, não se estabeleceu os elementos que caracterizam o domínio dos povos e do território, e a efetiva colonização. Os portugueses encontraram algo que poderia ser explorado: o pau-brasil.
Interessada nos lucros provenientes da madeira, a coroa portuguesa decretou o monopólio de exploração, sedendo licenças para o comércio da madeira, onde haveria grandes lucros. Indígenas eram  os responsáveis pelo corte e pelo transporte das toras, diversas vezes por longas distâncias; em ”compensação”, algo que servia de recompença/salário pelo trabalho que faziam, recebiam por meio do escambo objetos, como espelhos, colares, facas, machados. De forma extremamente predatória, calcula-se que por ano eram extraídas cerca de 300 toneladas de pau-brasil.
Muito mais que quinquilharias, esses objetos diziam respeito a avanços tecnológicos fantásticos para a população indígena, que não dominava a escrita, o metal e nem mesmo a roda. Uma machadinha europeia era para um indígena um instrumento fascinante, algo inconcebível para a sua cultura. Ou mesmo a domesticação de animais era impraticável no Brasil. Se a diversidade da flora e fauna brasileira certamente causou um choque nos europeus.
Apesar de não comparar – se com o extraordinário lucro que os portugueses conseguiam com o comércio com as Índias Orientais, a extração do pau-brasil consistiu em uma atividade importante nos primeiros anos de exploração da América portuguesa. Prova disso é a tentativa da França estabelecer relações com os indígenas da América do Sul e explorar a madeira.

Questões

1) (FUVEST) No século XVI, a conquista e ocupação da América pelos espanhóis:
a) desestimulou a economia da metrópole e conduziu ao fim do monopólio de comércio.
b) contribuiu para o crescimento demográfico da população indígena, concentrada nas áreas de mineração.
c) eliminou a participação do Estado nos lucros obtidos e beneficiou exclusivamente a iniciativa privada.
d) dizimou a população indígena e destruiu as estruturas agrárias anteriores à conquista.
e) impôs o domínio político e econômico dos criollos.

ALTERNATIVA D

2) (FEI-SP) As duas principais atividades econômicas que Portugal e Espanha incentivaram na América, no início da colonização, foram, respectivamente:
a) cacau na América portuguesa e a mineração da prata e do ouro na América espanhola.
b) a mineração na América Portuguesa e a monocultura do tabaco na América espanhola.
c) a monocultura da cana de açúcar na América portuguesa e a pecuária na América espanhola.
d) a monocultura da cana de açúcar na América portuguesa e a mineração de ouro e de prata na América espanhola.
e) a monocultura do algodão na América portuguesa e a pecuária na América espanhola.

ALTERNATIVA D

3) (Puc-rio) A aventura da colonização empreendida pela Coroa de Portugal, nas terras da América, entre os séculos XVI e XVIII, expressou-se na constituição de diversas regiões coloniais. Sobre essas regiões coloniais, estão corretas as seguintes afirmativas COM EXCEÇÃO DE:
a) No vale do Rio Amazonas, a partir do século XVII, ordens missionárias exploraram as “drogas do sertão”, utilizando o trabalho de indígenas locais.
b) No vale do Rio São Francisco, a partir do final do século XVI, ocorreu a expansão de fazendas de criação de gado, voltadas para o abastecimento dos engenhos de açúcar do litoral.
c) Na Capitania de São Vicente, em especial por iniciativa dos habitantes da vila de São Paulo, organizaram-se expedições bandeirantes que, no decorrer do século XVII, abasteceram propriedades locais com a mão-de-obra escrava dos índios apresados.
d) Nas Minas, durante o século XVIII, a extração do ouro e de diamantes, empreendida por aventureiros e homens livres e pobres, propiciou o surgimento de cidades, onde o enriquecimento fácil estimulava a mobilidade social.
e) No litoral de Pernambuco, durante a segunda metade do século XVI, a lavoura de cana e a produção de açúcar expandiram-se rapidamente, o que foi acompanhado pela gradual substituição do uso da mão-de-obra escrava do nativo americano pelo negro africano.

ALTERNATIVA D

4) (Puccamp) Em razão de as comunidades primitivas indígenas representarem, no Período Colonial, apenas reservas de força de trabalho a ser aproveitada no corte e transporte do pau-brasil, entre 1500 e 1530, no Brasil,
a) o comércio realizava-se através da troca direta ou escambo.
b) a maioria das atividades produtivas concentrava-se na economia informal.
c) o extrativismo mineral acabou desenvolvendo um mercado de consumo interno.
d) a economia baseou-se essencialmente em atividades agrícolas.
e) a expansão da pecuária impulsionou a utilização da mão-de-obra escrava africana.

ALTERNATIVA A

5) (ENEM) Na América inglesa, não houve nenhum processo sistemático de catequese e de conversão dos índios ao cristianismo, apesar de algumas iniciativas nesse sentido. Brancos e índios confrontaram-se muitas vezes e mantiveram-se separados. Na América portuguesa, a catequese dos índios começou com o próprio processo de colonização, e a mestiçagem teve dimensões significativas. Tanto na América inglesa quanto na portuguesa, as populações indígenas foram muito sacrificadas. Os índios não tinham defesas contra as doenças trazidas pelos brancos, foram derrotados pelas armas de fogo destes últimos e, muitas vezes, escravizados.

No processo de colonização das Américas, as populações indígenas da América portuguesa

a) foram submetidas a um processo de doutrinação religiosa que não ocorreu com os indígenas da América inglesa.
b) mantiveram sua cultura tão intacta quanto a dos indígenas da América inglesa.
c) passaram pelo processo de mestiçagem, que ocorreu amplamente com os indígenas da América inglesa.
d) diferenciaram-se dos indígenas da América inglesa por terem suas terras devolvidas.
e) resistiram, como os indígenas da América inglesa, às doenças trazidas pelos brancos.

ALTERNATIVA A

6) (ENEM) “Quando os portugueses se instalaram no Brasil, o país era povoado de índios. Importaram, depois, da África, grande número de escravos. O Português, o Índio e o Negro constituem, durante o período colonial, as três bases da
população brasileira. Mas no que se refere à cultura, a contribuição do Português foi de longe a mais notada.
Durante muito tempo o português e o tupi viveram lado a lado como línguas de comunicação. Era o tupi que utilizavam os bandeirantes nas suas expedições. Em 1694, dizia o Padre Antônio Vieira que “as famílias dos portugueses e índios em São Paulo estão tão ligadas hoje umas com as outras, que as mulheres e os filhos se criam mística e domesticamente, e a língua que nas ditas famílias se fala é a dos Índios, e a portuguesa a vão os meninos aprender à escola.”

TEYSSIER, P. História da língua portuguesa. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1984 (adaptado).

A identidade de uma nação está diretamente ligada à cultura de seu povo. O texto mostra que, no período colonial brasileiro, o Português, o Índio e o Negro formaram a base da população e que o patrimônio linguístico brasileiro é resultado da

a) contribuição dos índios na escolarização dos brasileiros.
b)diferença entre as línguas dos colonizadores e as dos indígenas.
c)importância do Padre Antônio Vieira para a literatura de língua portuguesa.
d)origem das diferenças entre a língua portuguesa e as línguas tupi.
e)interação pacífica no uso da língua portuguesa e da língua tupi.

ALTERNATIVA E

Curiosidades
• O Brasil recebeu este nome porque nos primeiros anos de sua colonização era extraída das matas na costa brasileira a madeira chamada pau-brasil. Ela era usada para tingir tecidos e a cor que produzia era a cor da brasa.
• Para desenvolver a produção do açúcar, os portugueses utilizaram nos engenhos a mão de obra escrava, os primeiros a serem escravizados foram os indígenas, posteriormente foi utilizada a mão de obra escrava.
• Os indígenas eram responsáveis pelo corte e pelo transporte das toras, muitas vezes por longas distâncias; em compensação pelo trabalho que efetuavam, os indígenas recebiam por meio do escambo objetos, como espelhos, colares, facas, machados.
• A produção açucareira, nas décadas de 1530 e 1540, foi a primeira atividade econômica sistemática estabelecida pelos portugueses no Brasil.
• Se a exuberância da flora e fauna brasileira certamente causou perplexidade nos europeus, igualmente é verdade que um cachorro – domesticado a milhares de anos por asiáticos e depois europeus – também causou assombro grande interesse por parte dos indígenas.

Filme: A Missão (1986).
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A conquista e colonização da América

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No contexto de colonização da América, temos um povoamento inicial feito por povos indígenas que em milhares de anos geraram novas civilizações, como maias, incas e os astecas, entre outros. Existem indícios da passagem de Vikings na América do norte.
Os europeus iniciaram a colonização da América depois de sua acidental descoberta, porque pretendiam chegar à Índia em busca de especiarias.
A primeira colonização europeia foi levada ao cabo pelos Vikings no século X. Possuindo colônias na Groelândia chegaram aos EUA através do Estreito de Bering.
Já a colonização ibérica foi feita inicialmente por Portugal e Espanha, as duas maiores potencias marítimas da Europa do século XIX. Acidentalmente descoberta por Cristóvão Colombo, a América foi dividida pelo fato dos espanhóis terem descoberto terras, que pelo tratado de Tordesilhas, pertenciam ao reino de Portugal. Com isso, toda terra descoberta a oeste do Cabo Verde era espanhola, ao leste era portuguesa.
Os ingleses não queriam ficar para traz nessa corrida marítima por terras jamais antes desbravadas, com isso houve uma ocupação inglesa na atual América do Norte, nessas áreas de domínio inglês foram formadas treze colônias com o objetivo principal de povoar o território.
As tentativas dos franceses em obter colônias na América foram muitas, mas como já haviam estabelecidas colônias de países rivais como Portugal, Espanha e Inglaterra, ficou difícil de obter sucesso nessas expedições. Mesmo assim conseguiram algumas áreas, principalmente no norte da América, fazendo divisa com colônias inglesas, ocupavam parte dos territórios vizinhos por meio de batalhas. Anos mais tarde essas áreas foram compradas pelos EUA.

Questões

1) (Puccamp)

Erro de português

Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português

(Oswald de Andrade. “Poesias reunidas”. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972)

Sobre o contexto histórico em que se insere o fenômeno que os versos identificam é correto afirmar que
a) a descoberta de metais preciosos favoreceu o estabelecimento das primeiras relações econômicas entre portugueses e indígenas.
b) a agressividade demonstrada pelos nativos despertou o interesse metropolitano pela ocupação efetiva das novas terras.
c) a conquista da América pelos portugueses contribuiu para o crescimento demográfico da população indígena no Brasil.
d) no chamado período pré-colonial, o plantio e a exploração do pau-brasil incentivaram o tráfico africano.
e) apesar de ter tomado posse da terra em nome do rei de Portugal, o interesse da monarquia estava voltado para o Oriente.

ALTERNATIVA E

2) (FAAP) A colonização portuguesa no Brasil é caracterizada por uma ampla empresa mercantil. É o próprio Estado metropolitano que, em conjugação com as novas forças sociais produtoras, ou seja, a burguesia comercial, assume o caráter da colonização das terras brasileiras. A partir daí os dois elementos – Estado e burguesia – passam a ser os agenciadores coloniais e, assim, a política definida com relação à colonização é efetivada através de alguns elementos básicos que se seguem: dentre eles apenas um não corresponde ao exposto no texto; assinale-o.
a) a preocupação básica será a de resguardar a área do Império Colonial face às demais potências européias.
b) o caráter político da administração se fará a partir da Metrópole e a preocupação fiscal dominará todo o mecanismo administrativo.
c) o vértice definidor, reside no monopólio comercial.
d) a função histórica das Colônias será proeminente no sentido de acelerar a acumulação do capital comercial pela burguesia mercantil européia.
e) a produção gerada dentro das Colônias estimula o seu desenvolvimento e atende às necessidades de seu mercado interno.

ALTERNATIVA E

3) (Puccamp) Não, é nossa terra, a terra do índio. Isso que a gente quer mostrar pro  Brasil: gostamos muito do Brasil, amamos o Brasil, valorizamos as coisas do Brasil porque o adubo do Brasil são os corpos dos nossos antepassados e todo o patrimônio ecológico que existe por aqui foi protegido pelos povos indígenas. Quando Cabral chegou, a gente o recebeu com sinceridade, com a verdade, e o pessoal achou que a gente era inocente demais e aí fomos traídos: aquilo que era nosso, que a gente queria repartir, passou a ser objeto de ambição. Do ponto de vista do colonizador, era tomar para dominar a terra, dominar nossa cultura, anulando a gente como civilização.
(Revista “Caros Amigos”. ano 4. no. 37. Abril/2000. p. 36).
Considere as afirmações adiante sobre o papel da Igreja no processo de colonização.

I. Várias ordens religiosas atuaram na catequização dos índios brasileiros: franciscanos, carmelitas, beneditinos e, principalmente, jesuítas.
II. As ordens religiosas acumularam, gradativamente, um considerável patrimônio econômico, para o qual a mão-de-obra indígena foi fundamental.
III. A expansão do catolicismo não contou com o apoio da Coroa Portuguesa, que mantinha com a Igreja o regime de padroado.
IV. A Inquisição não chegou a atuar no Brasil Colônia, uma vez que o grande sincretismo existente impedia o estabelecimento de dogmas.

São corretas SOMENTE
a) I e II
b) II e III
c) III e IV
d) I, II e IV
e) I, III e IV

ALTERNATIVA A

4) (FAAP) A colonização portuguesa no Brasil é caracterizada por uma ampla empresa mercantil. É o próprio Estado metropolitano que, em conjugação com as novas forças sociais produtoras, ou seja, a burguesia comercial, assume o caráter da colonização das terras brasileiras. A partir daí os dois elementos – Estado e burguesia – passam a ser os agenciadores coloniais e, assim, a política definida com relação à colonização é efetivada através de alguns elementos básicos que se seguem: dentre eles apenas um não corresponde ao exposto no texto; assinale-o.
a) a preocupação básica será a de resguardar a área do Império Colonial face às demais potências européias.
b) o caráter político da administração se fará a partir da Metrópole e a preocupação fiscal dominará todo o mecanismo administrativo.
c) o vértice definidor, reside no monopólio comercial.
d) a função histórica das Colônias será proeminente no sentido de acelerar a acumulação do capital comercial pela burguesia mercantil européia.
e) a produção gerada dentro das Colônias estimula o seu desenvolvimento e atende às necessidades de seu mercado interno.

ALTERNATIVA E

5) Na América inglesa, não houve nenhum processo sistemático de catequese e de conversão dos índios ao cristianismo, apesar de algumas iniciativas nesse sentido. Brancos e índios confrontaram-se muitas vezes e mantiveram-se separados. Na América portuguesa, a catequese dos índios começou com o próprio processo de colonização, e a mestiçagem teve dimensões significativas. Tanto na América inglesa quanto na portuguesa, as populações indígenas foram muito sacrificadas. Os índios não tinham defesas contra as doenças trazidas pelos brancos, foram derrotados pelas armas de fogo destes últimos e, muitas vezes, escravizados.
No processo de colonização das Américas, as populações indígenas da América portuguesa

a) foram submetidas a um processo de doutrinação religiosa que não ocorreu com os indígenas da América inglesa.
b) mantiveram sua cultura tão intacta quanto a dos indígenas da América inglesa.
c) passaram pelo processo de mestiçagem, que ocorreu amplamente com os indígenas da América inglesa.
d) diferenciaram-se dos indígenas da América inglesa por terem suas terras devolvidas.
e) resistiram, como os indígenas da América inglesa, às doenças trazidas pelos brancos.

ALTERNATIVA A

6) (Fuvest) Sobre a chegada dos espanhóis à América e a subsequente colonização, pode-se afirmar que
a) as populações indígenas foram escravizadas, suas riquezas confiscadas e a evangelização do Novo Mundo atribuída, pela Coroa, exclusivamente aos jesuítas.
b) os indígenas, depois da execução dos seus imperadores, foram confinados dentro de missões religiosas e os espanhóis organizaram expedições para a captura dos fugitivos.
c) os espanhóis fizeram incursões bem sucedidas pelo interior do continente, dominaram culturas indígenas complexas e encontraram metais preciosos em abundância.
d) a agricultura de exportação foi a principal base do comércio colonial, sustentado por um sistema cooperativo de produção e pelo trabalho indígena compulsório.
e) o trabalho indígena eliminou a necessidade de escravos africanos, o lucro do comércio metropolitano permitiu afrouxar as regras do mercantilismo e estimular o sistema de frotas e galeões.

ALTERNATIVA C

7) (Pucsp) América Hispânica e América Portuguesa, futuro Brasil, viveram processos históricos parecidos, mas não idênticos, do final do século XV até a primeira metade do XIX.
A(s) questão(ões) a seguir discutem essas semelhanças e diferenças.

Quanto à conquista da América por espanhóis e portugueses, na passagem do século XV ao XVI, pode-se dizer que
a) no caso português o objetivo principal era buscar minérios e produtos agrícolas para abastecer o mercado europeu e no caso espanhol pretendia-se apenas povoar os novos territórios e ampliar os limites do mundo conhecido.
b) nos dois casos ocorreram encontros com vastas comunidades indígenas nativas, porém na América Portuguesa a relação foi racional, harmoniosa e humana, resultando num povo pacífico, e na América Hispânica foi violenta e conflituosa.
c) no caso português foi casual, pois os navegadores buscavam novas rotas de navegação para as Índias e desconheciam a América e no caso espanhol foi intencional, porque o conhecimento de instrumentos de navegação lhes permitiu prever a descoberta.
d) nos dois casos foi violenta, porém na América Portuguesa o extrativismo dos dois primeiros séculos de colonização restringiu os contatos com os nativos e na América Hispânica a implantação precoce da agricultura provocou maior aproximação.
e) no caso português foi precedida por conquistas no norte e no litoral da África, que resultaram em colônias portuguesas nesse continente, e no caso espanhol iniciou a constituição de seu império ultramarino.

ALTERNATIVA A

Curiosidades

• A população indígena foi responsável por grande parte da mão de obra empregada nas colônias espanholas.
• Todo equipamento bélico era desconhecido dos ameríndios, que combatiam quase desnudos e utilizavam basicamente arcos, flechas envenenadas e lanças.
• Na região Sul, a colonização baseou-se no latifúndio monocultor e escravista (plantation), cuja produção destina-se à exportação.
• A mineração estimulou também a prática da agricultura, da pecuária e da tecelagem em diversas regiões do território hispano-americano.

Filme: O Novo Mundo
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Comunidades pré-colombianas na América

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Em 1942, Cristóvão Colombo viajou com objetivo de chegar as Índias, porém quando ele chegou numa terra e chamou os habitantes de índios pensando que chegou ao seu destino, ele estava na América. Mas, mais tarde, Américo Vespúcio corrigiu o erro e a terra foi chamada de América em sua homenagem.
Os primeiros habitantes do continente foram os índios. No entanto, o contato dos colonizadores com esses habitantes trouxe apenas tragédias, porque muitas tribos foram dizimadas e muitas civilizações destruídas.
Os principais povos indígenas na América pré-colombiana foram:

A) Maias:

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Os Maias viveram nas regiões da Guatemala, Honduras e Península de Yucatán. E as sociedades eram divididas em três grupos: alta classe (nobres da família real e sacerdotes), segunda classe (cobradores de impostos) e terceira classe (camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos).
A economia era baseada na agricultura, cultivando milho, feijão, cacau, batata e algumas frutas, com ajuda da irrigação. Eles comercializavam as mercadorias com os povos vizinhos. E a caça e a pesca também eram usadas para a sobrevivência do povo.
Além de serem agricultores, os Maias eram arquitetos. Eles usavam uma cerâmica de ótima qualidade para construir os palácios, pirâmides e templos.
Esses habitantes, também tinham o conhecimento na matemática e na astronomia. E usando isso, conseguiram conhecer o movimento do Sol e da Lua e conseguiram montar um calendário complexo, o qual registrava os 365 dias do ano.
A religião deles era Politeísta. Acreditavam em deuses ligados à natureza que controlavam o destino dos homens. Por causa disso eram realizados sacrifícios aos deuses. Eles também acreditavam descender de um totem.
Na questão da linguagem, os maias utilizavam uma escrita hieroglífica que ainda não foi totalmente decifrada.
Declinaram entre os séculos XIII e XVI, quando foram dominados pelos astecas e depois destruídos pelos conquistadores espanhóis.

B) Astecas:

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Ocupavam a região que se estendia do golfo do México à costa do Pacífico e criaram o “Império Asteca”, tendo como capital a cidade de Tenochtitlán.
O governo era uma monarquia. O imperador tinha como obrigação proteger o povo e seu sucessor deveria pertencer aos membros da linhagem governante. Graças ao poder autocrata, o povo tinha pouca liberdade. E como os maias, o povo era dividido em classes sociais.
Os astecas também tinham o conhecimento na arquitetura e construíram templos e pirâmides.
A economia era baseada na agricultura. Os astecas cultivavam mandioca, cacau, algodão, fumo e outras. Eles tinham o sistema de irrigação.
Esses índios também construíram um calendário que apresenta semelhanças com o calendário maia.
Outra semelhança em relação aos Maias é a questão do povo ser politeístas.
Infelizmente, em 1519 foram dominados quando Hermán Cortés fez-se passar pelo deus branco que era esperado pelo povo.

C) Incas:

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Os Incas ergueram seu império no eixo da cordilheira dos Andes e viveram aproximadamente de 3000 a.C. a 1500 d.C, tendo Cuzco como a capital do Império Inca. Lá havia o maior templo de culto ao deus Sol, o principal deus da religião inca. O povo era politeísta.
Apesar de não existir propriedade privada, a sociedade era desigual e era dividido entre classes, como acontecia entre os Maias e os Astecas. No topo estava o Inca (filho do Sol), depois os sacerdotes e os burocratas, e por ultimo são os camponeses e os escravos.
No comercio era comum a troca de alimentos, pelo fato dos incas não usarem moedas.
O povo inca era ótimo arquiteto. Suas construções continuam intactas, mesmo com a presença dos terremotos. No entanto, apesar de terem grandes conhecimentos, não criaram nenhuma escrita.

Questões

1) (FUVEST/SP)
“Podemos dar conta boa e certa que em quarenta anos, pela tirania e ações diabólicasdos espanhóis, morreram injustamente mais de doze milhões de pessoas…”
Bartolomé de Las Casas, 1474 – 1466.
“A espada, a cruz e a fome iam dizimando a família selvagem.”
Pablo Neruda, 1904 – 1973.3
As duas frases acima colocam como causa da dizimação das populações indígenas a ação violenta dos espanhóis durante a Conquista da América. Pesquisas históricas recentes apontam outra causa, além da já indicada, que foi:

a) a incapacidade das populações indígenas em se adaptarem aos padrões culturais do colonizador.
b) o conflito entre populações indígenas, rivais, estimulado pelos colonizadores.
c) a passividade completa das populações indígenas, decorrente de suas crenças religiosas.
d) a ausência de técnicas agrícolas por parte das populações indígenas, diante de novos problemas ambientais.
e) a série de doenças trazidas pelos espanhóis (varíola, tifo e gripe), para as quais as populações indígenas não possuíam anticorpos.
ALTERNATIVA E

2) (UNESP/SP)
“Não vejo nada de bárbaro ou selvagem no que dizem daqueles povos [da América]; e, na verdade, cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra.”
(Michel de Montaigne, Ensaios, 1580-1588)
O trecho apresentado permite concluir que:

a) a opinião do autor expressa a interpretação elaborada pelo Concílio de Trento,responsável pela Contra-Reforma;
b) pensadores europeus deram-se conta da relatividade dos valores, hábitos e costumes vigentes em diferentes sociedades;
c) a expansão marítima propiciou fecundo contato entre povos e culturas, com benefícios iguais para todos os envolvidos;
d) o conhecimento de outras regiões do globo colaborou para reafirmar a versão bíblica da criação;
e) os primeiros europeus que chegaram à América, sob influência do Iluminismo,respeitaram a diversidade cultural.
ALTERNATIVA B

3) (Fuvest 2012) “Há cerca de 2000 anos, os sítios superficiais e sem cerâmica dos caçadores antigos foram substituídos por conjuntos que evidenciam uma forte mudança na tecnologia e nos hábitos. Ao mesmo tempo que aparecem a cerâmica chamada itararé (no Paraná) ou taquara (no Rio Grande do Sul) e o consumo de vegetais cultivados, encontram-se novas estruturas de habitações.”
André Prous. O Brasil antes dos brasileiros. A pré-história do nosso país. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 49. Adaptado.
O texto associa o desenvolvimento da agricultura com o da cerâmica entre os habitantes do atual território do Brasil, há 2000 anos. Isso se deve ao fato de que a agricultura

a) favoreceu a ampliação das trocas comerciais com povos andinos, que dominavam as técnicas de produção de cerâmica e as transmitiram aos povos guarani.
b) possibilitou que os povos que a praticavam se tornassem sedentários e pudessem armazenar alimentos, criando a necessidade de fabricação de recipientes para guardá-los.
c) proliferou, sobretudo, entre os povos dos sambaquis, que conciliaram a produção de objetos de cerâmica com a utilização de conchas e ossos na elaboração de armas e ferramentas.
d) difundiu-se, originalmente, na ilha de Fernando de Noronha, região de caça e coleta restritas, o que forçava as populações locais a desenvolver o cultivo de alimentos.
e) era praticada, prioritariamente, por grupos que viviam nas áreas litorâneas e que estavam, portanto, mais sujeitos a influências culturais de povos residentes fora da América.
ALTERNATIVA B

4) (Enem 2010) O Império Inca, que corresponde principalmente aos territórios da Bolívia e do Peru, chegou a englobar enorme contingente populacional. Cuzco, a cidade sagrada, era o centro administrativo, com uma sociedade fortemente estratificada e composta por imperadores, nobres, sacerdotes, funcionários do governo, artesãos, camponeses, escravos e soldados. A religião contava com vários deuses, e a base da economia era a agricultura. principalmente o cultivo da batata e do milho.
A principal característica da sociedade inca era a:

a) ditadura teocrática, que igualava a todos.
b) existência da igualdade social e da coletivização da terra.
c) estrutura social desigual compensada pela coletivização de todos os bens.
d) existência de mobilidade social, o que levou à composição da elite pelo mérito.
e) impossibilidade de se mudar de extrato social e a existência de uma aristocracia hereditária.
ALTERNATIVA E

Curiosidades
• A cidade de Teotihuacán é a possuidora de uma das mais intrigantes paisagens urbanas antigas das Américas.
• Cada cidade possuía autonomia administrativa em relação às outras, sendo chefiadas individualmente por líderes da nobreza local.
• O império Asteca tinha como capital a cidade de Tenochtitlán. Tal cidade foi fundada em localidade que, segundo a mitologia asteca, fora indicada por seu deus tribal Huitzilopochtli.
• Os incas eram grandes artesões do ouro, da prata e do cobre. Algumas esculturas em ouro representando figuras femininas foram encontradas junto a oferendas aos seus deuses.

Filme: Apocalypto  26 de janeiro de 2007.
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ANTIGO REGIME, ESTADOS NACIONAIS E ABSOLUTISMO

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A) Antigo Regime
O Antigo Regime aconteceu no século XVI a XVIII em boa parte da Europa. Esse sistema político e social foi marcado pelo Absolutismo (poder absoluto do rei), pela economia baseada na agricultura e pelo Mercantilismo.
Durante esse sistema, a população era dividida em três estados: o clero, a nobreza, os camponeses e os burgueses. Quem pagava os impostos e trabalhava para gerar os lucros da nobreza eram os camponeses e os burgueses.
Quando surgiu o pensamento iluminista e o pensamento liberal no século XVIII aconteceram algumas modificações sociais e econômicas na Europa Ocidental, mas com a Revolução Francesa, iniciada em 1789, uma nova era nasce. Através do lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” essa revolução derrubou o regime monárquico e acabou com a divisão da sociedade em estados.
Em 14 de julho, o povo decide invadir a Bastilha que era uma prisão, onde abrigava quem se opunha ao governo. Essa invasão mostrou que a França se encontrava numa grave crise econômica.

B) Estados Nacionais
Nos séculos XI a XIV, período conhecido Baixa Idade Média, houve a formação dos Estados Nacionais. Após o fracasso da Igreja de Roma na tentativa de unificar o continente sob seu comando, vários povos europeus uniram-se em torno de um grande líder para unificar as fragmentadas regiões européias.
Toda a Europa seguiu em direção à construção dos Estados Modernos, sendo o primeiro deles Portugal, em 1140.
A nova ordem trazia fortalecimento para o monarca, fazendo com que ele fique independente do poder a Igreja. Assim teve uma aliança entre reis e burguesia, pois a liberdade de ação que ambos ganharam era vantajosa.
Com essa aliança, uma burocracia política foi formada, financiada pelos impostos cobrados à população. Com esses financiamentos, esses capitalistas pioneiros se tornaram defensores do Estado.
No entanto, os antigos senhores feudais formaram a classe aristocrática. E como conseqüência, os nobres se tornaram uma classe parasitária que não contribuía para o progresso social e econômico.
O parasitismo da nobreza manteve a população em um estado de pobreza causando a extinção do estado absolutista.

C) Formação do estado português
Desde as guerras contra os mulçumanos na Península Ibérica houve a instalação da monarquia espanhola e portuguesa.
Para expulsar os muçulmanos, os reinos de Leão, Castela, Navarra e Aragão uniram forças e pediu ajuda para o francês Henrique de Borgonha que, em troca, casou-se com a filha do rei de Leão e recebeu terras do chamado condado Potucalense. Mas, com a sua morte, seu filho Afonso Henrique ficou no seu lugar, dando continuidade ao processo de expulsão dos muçulmanos.
No ano de 1383, o rei Henrique I faleceu deixando o trono português sem herdeiros. Para tentar reivindicar o domínio das terras lusitanas, o reino de Castela pediu ajuda da Dona Leonor de Telles. Porém, a burguesia lusitana formou um exercito para impedir a anexação de Portugal. Esse episódio ficou conhecido como: Revolução de Avis.
Com a vitória na batalha de Aljubarrota, o estado nacional português se fortaleceu permitindo a expansão marítima que se deflagrou ao longo do século XV.

D) Absolutismo
O absolutismo nasceu na Europa no período conhecido como Antigo Regime. E com esse sistema político e administrativo, o rei tinha o poder. Ele podia criar leis sem aprovação do povo. Qualquer oposição das camadas populares podia ser reprimida pelas forças do rei.
Na França, houve dois principais teóricos, os quais buscaram explicar e justificar o poder absoluto dos reis: Jean Bodin e Jacques Bossuet. Eles defendiam a idéia de que o povo deve obedecer aos reis porque a autoridade deles vem diretamente de Deus.
Durante o absolutismo houve o Mercantilismo. Esse sistema permitia que o Estado interferisse nos negócios financeiros.
Absolutismo na Inglaterra
Após a guerra das Duas Rosas, conflito entre dinastia de Lancaster e a Casa de York, o absolutismo entrou na Inglaterra.
A rainha Elizabeth I, que reinou de 1558 a 1603, elevou o poder real. Mas, quando morreu, subiu ao trono seu primo Jamie I, por não deixar nenhum herdeiro. Ele deu início à dinastia Stuart.
Após sua morte, seu filho Carlos I assumiu o reinado em 1625. Mas, em 1642, ele foi derrotado pelos parlamentares. E em seu lugar ficou Oliver Cromwell, líder dos parlamentares. E com o título de “Lorde Protetor”, ele governou de 1649 a 1658.
Durante seu governo, a Inglaterra tornou-se a grande potência marítima mundial após lançar, em 1651, o Ato de Navegação, que não impedia a entrada e saída de mercadorias da Inglaterra aos navios ingleses.
Com a sua morte, a Inglaterra foi governada por dois reis com tendências absolutistas: Carlos II, o qual reinou de 1660 a 1685 e Jamie II, de 1685 a 1688.
No entanto, como o Parlamento era contra o absolutismo, o príncipe holandês Guilherme d’Orange foi convidado a invadir Inglaterra e derrubar o rei. Ele foi coroado rei da Inglaterra com o nome de Guilherme III após desembarcar com um exército de 14.000 homens e marchar sobre Londres sem disparar um tiro. Jamie II fugiu para França e esse episódio ficou conhecido como: Revolução Gloriosa.

QUESTÕES

(Cesgranrio) A frase de Luiz XIV, “L’Etat c’est moi” (O Estado sou eu), como definição da natureza do absolutismo monárquico, significava:

a) a unidade do poder estatal, civil e religioso, com a criação de uma Igreja Francesa (nacional);
b) a superioridade do príncipe em relação a todas as classes sociais, reduzindo a um lugar humilde a burguesia enriquecida;
c) a submissão da nobreza feudal pela eliminação de todos os seus privilégios fiscais;
d) a centralização do poder real e absoluto do monarca na sua pessoa, sem quaisquer limites institucionais reconhecidos;
e) o desejo régio de garantir ao Estado um papel de juiz imparcial no conflito entre a aristocracia e o campesinato.

ALTERNATIVA D

(FUVEST) O Estado Moderno Absolutista atingiu seu maior poder de atuação no século XVII. Na arte e na economia suas expressões foram respectivamente:

a) rococó e liberalismo.
b) renascentismo e capitalismo.
c) barroco e mercantilismo.
d) maneirismo e colonialismo.
e) classicismo e economicismo.

ALTERNATIVA C

(UNAERP) A política externa de Luís XIV, o Rei Sol, teve como principal característica:
a) A ruína da economia francesa em decorrência das sucessivas guerras que a França travou contra outros países para preservar sua supremacia na Europa, juntamente com os gastos vultosos para manutenção da corte.
b) A consolidação do absolutismo monárquico através da redução dos poderes da alta burguesia.
c) Concentração da autoridade política na pessoa do rei.
d) Por ter reduzido seus ministros à condição de meros funcionários, passar a fiscalizar, pessoalmente, todos os negócios do Estado.
e) A autossuficiência do país com a regulamentação da produção, a criação de manufaturas do Estado e o incremento do comércio exterior.

ALTERNATIVA A

(ENEM – 2006) “O que chamamos de corte principesca era, essencialmente, o palácio do príncipe. Os músicos eram tão indispensáveis nesses grandes palácios quanto os pasteleiros, os cozinheiros e os criados. Eles eram o que se chamava, um tanto pejorativamente, de criados de libre.
A maior parte dos músicos ficava satisfeita quando tinha garantida a subsistência, como acontecia com as outras pessoas de classe média na corte; entre os que não se satisfaziam, estava o pai de Mozart. Mas ele também se curvou as circunstancias a que não podia escapar.”
Norbert Elias. Mozart: sociologia de um gênio. Ed. Jorge Zahar, 1995, p. 18 (com adaptações).

Considerando-se que a sociedade do Antigo Regime dividia-se tradicionalmente em estamentos: nobreza, clero e 3.° Estado, e correto afirmar que o autor do texto, ao fazer referencia a “classe média”, descreve a sociedade utilizando a noção posterior de classe social a fim de:

a) aproximar da nobreza cortesã a condição de classe dos músicos, que pertenciam ao Terceiro Estado.
b) destacar a consciência de classe que possuíam os músicos, ao contrario dos demais trabalhadores manuais.
c) indicar que os músicos se encontravam na mesma situação que os demais membros do 3.° Estado.
d) distinguir, dentro do 3.° Estado, as condições em que viviam os “criados de libre” e os camponeses.
e) comprovar a existência, no interior da corte, de uma luta de classes entre os trabalhadores manuais.

ALTERNATIVA C

(ENEM – 2009) “O que se entende por Corte do antigo regime é, em primeiro lugar, a casa de habitação dos reis de França, de suas famílias, de todas as pessoas que, de perto ou de longe, dela fazem parte. As despesas da Corte, da imensa casa dos reis, são consignadas no registro das despesas do reino da França sob a rubrica significativa de Casas Reais.”
ELIAS, N. A sociedade de corte. Lisboa: Estampa, 1987.

Algumas casas de habitação dos reis tiveram grande efetividade política e terminaram por se transformar em patrimônio artístico e cultural, cujo exemplo é:

a) o palácio de Versalhes.
b) o Museu Britânico.
c) a catedral de Colônia.
d) a Casa Branca.
e) a pirâmide do faraó Quéops.

ALTERNATIVA A

(Enem – 2010) “O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente de outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levam ao assassinato e ao roubo.”
MAQUIAVEL, N. O Príncipe, São Paulo: Martin Claret, 2009.

No século XVI, Maquiavel escreveu “O Príncipe”, reflexão sobre a Monarquia e a função do governante.
A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na:

a) inércia do julgamento de crimes polêmicos.
b) bondade em relação ao comportamento dos mercenários.
c) compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.
d) neutralidade diante da condenação dos servos.
e) conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe.

ALTERNATIVA E

CURIOSIDADES

- Formação dos estados nacionais:
Antes da formação dos estados nacionais,  a Igreja católica via a descentralização do poder como um obstáculo, no que se referia a administração das terras e recolhimento de impostos. Desse modo, existia a intenção de unificar todas as terras sobre a influencia da mesma com enfoque a uma melhor administração. Contudo a ideia se mostrou inválida, sendo mais interessante dividir terras e escalar apenas um representante, no caso o rei, para cada estado. A realização do plano foi gradual, tendo como Portugal o primeiro país a se formar.

FILMES

- Elizabeth

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– O Homem da Máscara de Ferro

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- The Tudors (Série)

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DIVISÃO DA CRISTANDADE

Posted: September 29, 2013 in Primeiro - Ensino Médio

Divisão da Cristandade (REFORMA PROTESTANTE)

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A divisão da cristandade aconteceu por meio da insatisfação popular com as atitudes da igreja Católica e  seu distanciamento com relação aos princípios primordiais.
Na idade média a Igreja havia se tornado muito poderosa e rica, com muitas terras e posses. Assim ela começou a cair em contradição e a se distanciar de seus ensinamentos.
Começou a cometer atos como as indulgências e a simonia. As indulgências eram a compra do perdão dos pecados e a simonia era a venda de favores divinos, imagens etc. em troca de dinheiro.
A venda de indulgências foi determinada por Leão X com o intuito de terminar a construção da Basílica de São Pedro. Martinho Lutero, um sarcedote agostiniano se mostrou contra a proposta do Papa e protestou com 95 proposições que afixou na porta da igreja aonde pregava. Nas proposições estava toda a sua insatisfação com as ações que a igreja estava tomando. Leão X exigiu uma retratação que Lutero nunca conseguiu, o Papa então excomungou Lutero.
Lutero então se refugiou com o príncipe Federico da Saxônia e começou a propor a fundação do luteranismo. Enquanto isso os nobres se aproveitaram da situação para tentar tomar as posses da Igreja, eclodindo assim três revoltas :  em 1522 quando os cavaleiros do império atacaram diversos principados eclesiásticos afim de ganhar terras e poder, em 1523, quando a nobreza católica reagiu e  em 1524, quando os camponeses aproveitando-se da situação começaram a lutar pelo fim da servidão e pelas igualdades de condições.
Na França a reforma foi feita por João Calvino, fundador do Calvinismo que acreditava que a salvação vinha atráves do trabalho justo e honesto e que a pessoa já nascia predestinada, ou seja, com a vida determinada. As suas ideias atrairam os burgueses.
Na Inglaterra quem rompeu suas ligações com a Igreja foi Henrique VIII. Henrique queria cancelar seu casamento e como a igreja não permitiu ele fundou a Igreja Anglicana, aumentando suas posses e seu poder.
Com todos os movimentos de revolta a Igreja, com medo da perda de poder e fiéis, decidiu agir. As autoridades da Igreja se reuniram na cidade de Trento para lançar um plano de reação. No concílio de Trento ficou determinado a catequização dos habitantes das terras descobertas, a volta do Tribunal do Santo Ofício ( Inquisição)  e a criação do Index ( lista de livros proibidos).
A intolerância relgiosa gerou muitos conflitos como por exemplo a Noite de São Bartolomeu, aonde o rei Francês matou milhares de calvinistas.

QUESTÕES

(G1) João Calvino defendia que alguns homens já nascem salvos pela vontade de Deus e que o indício dessa salvação, seria o acúmulo de riquezas através das virtudes e do trabalho.Tal princípio ia de encontro aos interesses da burguesia.
O texto acima refere-se:
a) à livre interpretação da Bíblia.
b) à predestinação.
c) às indulgências.
d) à simonia.
e) ao Ato de Supremacia.

ALTERNATIVA B

(Mackenzie) “É preciso ensinar aos cristãos que aquele que dá aos pobres, ou empresta a quem está necessitado, faz melhor do que se comprasse indulgências”. (Martinho Lutero)
As Indulgências eram:
a) documentos de compra e venda de cargos e títulos eclesiásticos a qualquer pessoa que os desejasse.
b) cartas que permitiam a negociação de relíquias sagradas, usadas por Cristo, Maria ou Santos.
c) dispensas, isenções de algumas regras da Igreja Católica ou de votos feitos anteriormente pelos fiéis.
d) proibições de receber o dízimo oferecido pelos fiéis e incentivo à prática da usura pelo alto clero.
e) absolvições dos pecados de vivos e mortos, concedidas através de cartas vendidas aos fiéis.

ALTERNATIVA E

(PUC) A doutrina calvinista estabelecia para seus adeptos uma vida regrada, disciplinada, dedicada ao trabalho, afastada do ócio, dos vícios e da ostentação. Esse código de conduta levou alguns autores a considerar esses princípios do calvinismo como fatores que favoreceriam o processo de acumulação capitalista. Dentro dessa doutrina, apoiada numa interpretação particular da noção de onisciência divina, conformar-se a esse ideal de conduta não seria o caminho para a salvação, mas seus resultados visíveis – o sucesso material – dariam ao eleito a confirmação do estado de graça. Esse código de conduta fundamentava-se no princípio doutrinário que pregava:
a) a justificação pela fé, ou seja, a fé como meio de obtenção da graça e da salvação.
b) a predestinação à salvação, ou seja, a ideia de que alguns já nascem escolhidos por Deus para serem salvos, estado impossível de ser modificado, passível, apenas, de ser reconhecido pelos “sinais” presentes na vida dos “eleitos”.
c) a salvação pelas obras, ou seja, a redenção por um ato voluntário do indivíduo, que deveria cumprir os mandamentos divinos, praticar a caridade, intensificar orações e peregrinações.
d) a vocação missionária e a opção pelos pobres, ou seja, a missão de pregar o evangelho e difundir a doutrina especialmente entre aqueles que se achavam destituídos das riquezas terrenas.
e) a valorização do ascetismo, a flagelação do corpo e a negação da posse de riquezas materiais como meios de alcançar a graça divina, afastando da mente e da alma aquilo que seria considerado “tentação da carne”.

ALTERNATIVA B

(Cesgranrio) Os movimentos reformistas religiosos que surgiram na Europa moderna, entre os séculos XV e XVI, variaram em seus fundamentos e prática frente aos dogmas religiosos instituídos pela Igreja Católica. Marque a opção que relaciona corretamente um desses movimentos reformistas com seu fundamento doutrinário.
a) O humanismo defendeu a extinção do Papado como necessária para o desenvolvimento de uma nova religião baseada na tolerância e no respeito às crenças religiosas individuais.
b) O luteranismo condenou a doutrina da predestinação e a livre interpretação das escrituras sagradas.
c) O calvinismo, em sua concepção moral, valorizou o trabalho e justificou o lucro, formulando uma doutrina que correspondia às necessidades de uma moral burguesa.
d) O anglicanismo instituiu uma doutrina protestante, cuja hierarquia eclesiástica subordinava o poder temporal dos monarcas à autoridade divina dos Papas.
e) O Concílio  de Trento promoveu uma reformulação dos dogmas religiosos católicos, disciplinando o clero e restringindo sua autoridade aos assuntos ligados à fé cristã.

ALTERNATIVA C

(FGV) Foram elementos da Reforma Católica no século XVI:
a) A tradução da Bíblia para as diversas línguas nacionais, a defesa do princípio da infalibilidade da Igreja e a proibição do casamento dos clérigos.
b) A afirmação da doutrina da predestinação, a condenação das indulgências como instrumento para a salvação e a manutenção do celibato dos clérigos.
c) A manutenção do latim como língua litúrgica, a reafirmação do livre-arbítrio e a eliminação do batismo como um dos sacramentos.
d) A tradução da Bíblia para as diversas línguas nacionais, a abolição da confissão e a crítica ao culto das imagens.
e) A manutenção do latim como língua litúrgica, o estabelecimento do Tribunal do Santo Ofício e a criação da Companhia de Jesus.

ALTERNATIVA E

FILMES

- Lutero (2003)

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- Ana dos mil dias (1969)

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- O homem que não vendeu sua alma (1966)
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A EXPANSÃO MARÍTIMO COMERCIAL

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A expansão marítima europeia, ocorreu entre os séculos XV e XVII, dando como contribuição a superação da crise que a Europa sofreu nos séculos XIV e XV,  pois houve uma expansão das atividades comerciais, contribuindo para o processo de acumulação de capitais. O contato comercial entre todas as partes do mundo (Europa, Ásia, África e América ) favoreceu uma ampliação dos conhecimento geográficos e o contato entre culturas diferentes.

A) Fatores para a Expansão Marítima:

A expansão marítima teve foco comercial, definido como processo de desenvolvimento de uma empresa comercial de navegação, ou como  empreendimentos marítimos. Para o exito da atividade comercial realizada, o fator essencial foi a formação de um Estado Nacional.
Formação do Estado Nacional e as Grandes Navegações foram realizadas somente devido a centralização do poder político, pois fazia-se necessário uma complexa estrutura material de navios, armas, homens, recursos financeiros.
Avanços técnicos na arte náutica-o e aperfeiçoamento de conhecimentos geográficos, graças ao desenvolvimento da cartografia, desenvolvimento de instrumentos náuticos-bússola, astrolábio, sextante – e a construção de embarcações capazes de realizar viagens de longa distância, como as naus e as caravelas.
Interesses econômicos- a necessidade de ampliar a produção de alimentos, em razão da retomada do crescimento demográfico; necessidade de adquirir metais preciosos para suprir a falta de moedas; rompimento do monopólio exercido pelas cidades italianas no Mediterrâneo ¬que contribuía para o aumento de preços das mercadorias vindas do Oriente; tomada de Constantinopla, pelos turcos otomanos, deixando ainda mais caros os produtos do Oriente; enfraquecimento da nobreza feudal e o fortalecimento da burguesia mercantil; religiosos-a possibilidade de conversão dos pagãos ao cristianismo mediante a ação missionária da Igreja Católica.

B) Expansão marítima portuguesa:

Portugal foi o primeiro país que realizou a expansão marítima. Além da posição geográfica, e possuir uma situação de paz interna, outro fato é a presença de uma forte burguesia mercantil; o pioneirismo português é explicado pela sua centralização política que, como vimos, era condição principal para as Grandes Navegações.
A formação do Estado Nacional português está relacionada à Guerra de Reconquista – luta entre cristãos e muçulmanos na península Ibérica.
Entre os anos de 1383 e 1385 o Reino de Portugal conhece um movimento político denominado Revolução de Avis -movimento que realiza a centralização do poder político: aliança entre a burguesia mercantil lusitana com o mestre da Ordem de Avis, D. João. A Dinastia de Avis é caracterizada pela expansão externa de Portugal: a expansão marítima.

* Etapas da expansão:

A expansão marítima portuguesa interessava à Monarquia, buscava seu fortalecimento; à nobreza, interessada em conquista de terras; à Igreja Católica e a possibilidade de cristianizar outros povos e a burguesia mercantil, necessitada de ampliar seus lucros.
Principais etapas da expansão de Portugal:
1415 -tomada de Ceuta, importante entreposto comercial no norte da África;
1420 -ocupação das ilhas da Madeira e Açores no Atlântico;
1434 -chegada ao Cabo Bojador;
1445 -chegada ao Cabo Verde;
1487 -Bartolomeu Dias e a transposição do Cabo das Tormentas;
1498 -Vasco da Gama atinge as Índias ( Calicute );
1499 -viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil.

C) Expansão marítima espanhola:

A Espanha se tournou  Estado Nacional apenas em 1469, com o casamento de Isabel de Castela e Fernando de Aragão. Dois importantes reinos cristãos que enfrentaram os mouros na Guerra de Reconquista.
No ano de 1492 o último reduto mouro -Granada -foi conquistado pelos cristãos; neste mesmo ano, Cristovão Colombo ofereceu seus serviços aos reis da Espanha.
Colombo acreditava que, navegando para oeste, atingiria o Oriente. O navegante recebeu três navios e, sem saber chegou a um novo continente: a América.
A seguir a principais etapas da expansão espanhola:
1492 – chegada de Colombo a um novo continente, a América;
1504 -Américo Vespúcio afirma que a terra descoberta por Colombo era um novo continente;
1519 a 1522 – Fernão de Magalhães realizou a primeira viagem de circunavegação do globo.

D) As rivalidades Ibérica:

Portugal e Espanha, buscando evitar conflitos sobre os territórios descobertos ou a descobrir, decidiram assinaram um acordo -proposto pelo papa Alexandre VI – em 1493: um meridiano passando 100 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde, dividindo as terras entre Portugal e Espanha. Portugal não aceitou o acordo e no ano de 1494 foi assinado o Tratado de Tordesilhas. O Tratado de Tordesilhas não foi reconhecido pelas demais nações européias.

E) Navegações Tardias (Inglaterra, França e Holanda) :

O atraso na centralização política justifica o atraso destas nações na expansão marítima:
A Inglaterra e França envolveram-se na Guerra dos Cem Anos(1337-1453) e, após este longo conflito, a inglaterra passa por uma guerra civil – a Guerra das Duas Rosas ( 1455-1485 ); já a França, no final do conflito com a Inglaterra enfrenta um período de lutas no reinado de Luís XI (1461-1483).
Somente após estes conflitos internos é que ingleses, durante o reinado de Elizabeth I (1558-1603 ); e franceses, durante o reinado de Francisco I iniciaram a expansão marítima.
A Holanda tem seu processo de centralização política atrasado por ser um feudo espanhol. Somente com o enfraquecimento da Espanha e com o processo de sua independência é que os holandeses iniciarão a expansão marítima.

Consequências:
As Grandes navegações contribuíram para uma radical transformação da visão da história da humanidade. Houve uma ampliação do conhecimento humano sobre a geografia da Terra e uma verdadeira Revolução Comercial, a partir da unificação dos mercados europeus, asiáticos, africanos e americanos.

Algumas das principais mudanças:
A decadência das cidades italianas; a mudança do eixo econômico ¬do mar Mediterrâneo para o oceano Atlântico; a formação do Sistema Colonial; enorme afluxo de metais para a Europa proveniente da América; o retorno do escravismo em moldes capitalistas; o euro-centrismo, ou a hegemonia européia sobre o mundo; e o processo de acumulação primitiva de capitais resultado na organização da formação social do capitalismo.
QUESTÕES

(USS) “Sem dúvida, a atração para o mar foi incentivada pela posição geográfica do país, próximo às ilhas do Atlântico e à costa da África. Dada a tecnologia da época, era importante contar com correntes marítimas favoráveis, e elas começavam exatamente nos portos portugueses… Mas há outros fatores da história portuguesa tão ou mais importantes.”
Assinale a alternativa que apresenta outros fatores da participação portuguesa na expansão marítima e comercial europeia, além da posição geográfica:
a) O apoio da Igreja Católica, desde a aclamação do primeiro rei de Portugal, já visava tanto à expansão econômica quanto à religiosa, que a expansão marítima iria concretizar.
b) Para o grupo mercantil, a expansão marítima era comercial e aumentava os negócios, superando a crise do século. Para o Estado, trazia maiores rendas; para a nobreza, cargos e pensões; para a Igreja Católica, maior cristianização dos “povos bárbaros”.
c) O pioneirismo português  deve-se mais ao atraso dos seus rivais, envolvidos em disputas dinásticas, do que a fatores próprios do processo histórico, econômico, político e social de Portugal.
d) Desde o seu início, a expansão marítima, embora contasse com o apoio entusiasmado do grupo mercantil, recebeu o combate dos proprietários agrícolas, para quem os dispêndios com o comércio eram perdulários.
e) Ao liderar a arraia-miúda na Revolução de Avis, a burguesia manteve a independência de Portugal, centralizou o poder e impôs ao Estado o seu interesse específico na expansão.

ALTERNATIVA B.

(Mackenzie) “As grandes mudanças que se verificam na arte náutica durante a segunda metade do século XV levam a crer na possibilidade de chegar-se, contornando o continente africano, às terras do Oriente. Não se pode afirmar, contudo, que a ambição de atingir por via marítima esses países de fábula presidissem as navegações do período henriquino, animada por objetivos estritamente mercantis. (…) Com a expedição de Antão Gonçalves, inicia-se em 1441 o tráfico negreiro para o Reino (…) Da mesma viagem procede o primeiro ouro em pó, ainda que escasso, resgatado naquelas partes. O marfim, cujo comércio se achava até então em mãos de mercadores árabes, começam a transportá-lo os barcos lusitanos, por volta de 1447.” (Sérgio Buarque de Holanda, Etapas dos descobrimentos portugueses.)
Assinale a alternativa que melhor resume o conteúdo do trecho acima:
a) A descoberta do continente americano por espanhóis, e depois, por portugueses, revela o grande anseio dos navegadores ibéricos por chegar às riquezas do Oriente através de uma rota pelo Ocidente.
b) Os portugueses logo abandonaram as viagens de descoberta para o Oriente através do Atlântico, visto que lhes bastavam as riquezas alcançadas na África, ou seja, ouro, marfim e escravos.
c) Embora a descoberta de uma rota africana para o Oriente fosse para os portugueses, algo cada vez mais realizável em razão dos avanços técnicos, foi a exploração comercial da costa africana o que, de fato, impulsionou as viagens do período.
d) As navegações portuguesas, à época de D. Henrique, eram motivadas, acima de tudo, pelo exotismo fabuloso do Oriente; secundariamente, contudo, dedicavam-se os portugueses ao comércio de escravos, ouro e marfim, sobretudo na costa africana.
e) Durante o período henriquino, os grandes aperfeiçoamentos técnicos na arte náutica permitiram aos portugueses chegar ao Oriente contornando o continente africano.
ALTERNATIVA C.

(Fuvest 2012)  “Deve-se notar que a ênfase dada à faceta cruzadística da expansão portuguesa não implica, de modo algum, que os interesses comerciais estivessem dela ausentes – como tampouco o haviam estado das cruzadas do Levante, em boa parte manejadas e financiadas pela burguesia das repúblicas marítimas da Itália. Tão mesclados andavam os desejos de dilatar o território cristão com as aspirações por lucro mercantil que, na sua oração de obediência ao pontífice romano, D. João II não hesitava em mencionar entre os serviços prestados por Portugal à cristandade o trato do ouro da Mina, “comércio tão santo, tão seguro e tão ativo” que o nome do Salvador, “nunca antes nem de ouvir dizer conhecido”, ressoava agora nas plagas africanas…”

Luiz Felipe Thomaz, “D. Manuel, a Índia e o Brasil”. Revista de História (USP), 161, 2º Semestre de 2009, p.16-17. Adaptado.

Com base na afirmação do autor, pode-se dizer que a expansão portuguesa dos séculos XV e XVI foi um empreendimento
a) puramente religioso, bem diferente das cruzadas dos séculos anteriores, já que essas eram, na realidade, grandes empresas comerciais financiadas pela burguesia italiana.
b) ao mesmo tempo religioso e comercial, já que era comum, à época, a concepção de que a expansão da cristandade servia à expansão econômica e vice-versa.
c) por meio do qual os desejos por expansão territorial portuguesa, dilatação da fé cristã e conquista de novos mercados para a economia europeia mostrar-se-iam incompatíveis.
d) militar, assim como as cruzadas dos séculos anteriores, e no qual objetivos econômicos e religiosos surgiriam como complemento apenas ocasional.
e) que visava, exclusivamente, lucrar com o comércio intercontinental, a despeito de, oficialmente, autoridades políticas e religiosas afirmarem que seu único objetivo era a expansão da fé cristã.

ALTERNATIVA B.

(Enem/2007)  “A identidade negra não surge da tomada de consciência de uma diferença de pigmentação ou de uma diferença biológica entre populações negras e brancas e(ou) negras e amarelas. Ela resulta de um longo processo histórico que começa com o descobrimento, no século XV, do continente africano e de seus habitantes pelos navegadores portugueses, descobrimento esse que abriu o caminho às relações mercantilistas com a África, ao tráfico negreiro, à escravidão e, enfim, à colonização do continente africano e de seus povos.”

Com relação ao assunto tratado no texto acima, é correto afirmar que
A) a colonização da África pelos europeus foi simultânea ao descobrimento desse continente.
B) a existência de lucrativo comércio na África levou os portugueses a desenvolverem esse continente.
C) o surgimento do tráfico negreiro foi posterior ao início da escravidão no Brasil.
D) a exploração da África decorreu do movimento de expansão européia do início da Idade Moderna.
E) a colonização da África antecedeu as relações comerciais entre esse continente e a Europa.
ALTERNATIVA D.

(Unicamp 2011)  Referindo-se à expansão marítima dos séculos XV e XVI, o poeta português Fernando Pessoa escreveu, em 1922, no poema “Padrão”:

“E ao imenso e possível oceano
Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.”

(Fernando Pessoa, Mensagem – poemas esotéricos. Madri: ALLCA XX,
1997, p. 49.)

Nestes versos identificamos uma comparação entre dois processos históricos. É válido afirmar que o poema compara
a) o sistema de colonização da Idade Moderna aos sistemas de colonização da Antiguidade Clássica: a navegação oceânica tornou possível aos portugueses o tráfico de escravos para suas colônias, enquanto gregos e romanos utilizavam servos presos à terra.
b) o alcance da expansão marítima portuguesa da Idade Moderna aos processos de colonização da Antiguidade Clássica: enquanto o domínio grego e romano se limitava ao mar Mediterrâneo, o domínio português expandiu-se pelos oceanos Atlântico e Índico.
c) a localização geográfica das possessões coloniais dos impérios antigos e modernos: as cidades-estado gregas e depois o Império Romano se limitaram a expandir seus domínios pela Europa, ao passo que Portugal fundou colônias na costa do norte da África.
d) a duração dos impérios antigos e modernos: enquanto o domínio de gregos e romanos sobre os mares teve um fim com as guerras do Peloponeso e Púnicas, respectivamente, Portugal figurou como a maior potência marítima até a independência de suas colônias.

ALTERNATIVA B.

CURIOSIDADES

- Na Escola de Sagres foram realizados os primeiros estudos e projetos de viagens pelo Oceano Atlântico. Foram aprimoradas embarcações como a caravela e aperfeiçoados os instrumentos náuticos necessários a longas viagens.
– Numa navegação viajavam marinheiros, soldados, padres, ajudantes, médicos e até mesmo um escrivão.
– As caravelas eram grandes embarcações feitas de madeira. Eram capazes de transportar centenas de homens e toneladas de mercadorias. Possuíam uma ou mais velas grandes e altas, geralmente retangulares. Possuíam também canhões para combates. Nos porões das caravelas, comerciantes transportavam toneladas de mercadorias das Índias para a Europa, obtendo fabulosos lucros: pimenta, gengibre,noz moscada, açafrão, cravo,canela e seda.
feito de farinha e trigo e centeio. A população sentia muito a falta de alimentos frescos
– Na longa solidão dos mares, as viagens eram intermináveis e tediosas. O jogo de cartas era uma das poucas atividades de lazer a bordo, apesar de malvisto pelos padres.
– A vida nos navios que partiam para as viagens oceânicas era muito dura. As pessoas espremiam-se em pequenos espaços e enfrentavam os perigos dos mares desconhecidos e padeciam de doenças e de falta de higiene.
– Os viajantes eram muitos religiosos e supersticiosos. Durante a viagem os padres organizavam as orações nos navios.
– As viagens oceânicas duravam de meses até anos, dependendo do percurso e das condições climáticas. As viagens ultramarinas servirão de transportes para trazer escravos negros da África para a América, novas terras dos europeus.
– Havia permissão para o embarque de galinhas, cabritos e porcos, mas geralmente consumidos nos primeiros dias. Depois a principal comida era o biscoito.

FILMES

1492 – A Conquista do Paraíso

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Cristóvão Colombo – A Aventura do Descobrimento,

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RENASCIMENTO

Posted: September 29, 2013 in Primeiro - Ensino Médio

RENASCIMENTO

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É o nome dado a um grande movimento de mudanças culturais, atingindo as partes urbanas da Europa Ocidental, durante os séculos XIV até XVI. Marca o reencontro de valores da Antiguidade Clássica, cultura greco-romana. A Itália é considerada o berço dessa cultura, pois foi na Península Itálica que o comércio tomou mais força, dando espaço para as manifestações culturais em cidades como Veneza e Florença.
Há também a substituição do teocentrismo e o pensamento simbólico medieval, pela valorização do humanismo, o racionalismo e o antropocentrismo. Os homens renascentistas passam a observar a natureza e o universo. Algumas outras características ficaram acentuadas pelo movimento, como o hedonismo – “culto ao prazer” -, o homem como a medida de todas as coisas, o individualismo, neoplatonismo e otimismo.
Giotto di Bondone (1266-1337), Fra Angelico (1395 – 1455), Michelangelo Buonarroti (1475-1564), Rafael Sanzio (1483-1520), Leonardo da Vinci (1452-1519), Sandro Botticelli (1445-1510), Tintoretto – (1518-1594), Veronese (1528-1588) e Ticiano – (1488-1576) foram alguns dos grandes pintores do Renascentismo. Pode ser dividido em três fases:

•Trecento: é considerado a preparação para o Renascimento em si. Quase, em sua totalidade, um movimento italiano. A ideia da apreciação do mundo pelos seus habitantes foi mais reconhecida. Ainda nesse fenômeno começaram as buscas por explicações nos acontecimentos naturais. Já na economia os comércios apresentavam características capitalistas mais acentuadas, em busca de mais riquezas, mais tarde nomeado de materialismo. Petrarca e Giovanni Boccaccio foram os grandes nomes da Literatura.

•Quatrocento: chamado “ápice” do movimento. Nesse período grandes obras de arte foram criadas, como “Gioconda”, mais conhecida como Monalisa, “Nascimento de Vênus” e outras mais. Um novo interesse pela história antiga levou humanistas a procurarem bibliotecas na Europa em busca de autores como Platão, Vitrúvio, Cícero, Aristóteles, Euclides e Ptolomeu. Nessa mesma busca, cresceu o interesse da restauração do latim, usado por muitos pensadores do Quatrocento. Nasceu a imprensa com prensa de Gutenberg, o que barateou a distribuição em larga escala de obras escritas. Manuel Chrysoloras, entre 1397 e 1415, introduziu o estudo da língua grega, e com o fim do Império Bizantino muitos outros intelectuais emigraram para várias partes da Europa divulgando os conceitos da Cultura Renascentista. Na pintura, o grande destaque é Leonardo Da Vinci, considerado o “homem modelo” da época.

•Alta Renascença: mais considerada como uma transição do Quatocento e Quinquecento. A arte atingiu o equilíbrio classicista, principalmente na pintura e na escultura. Alguns dos representantes foram: Palestrina, na música e Rafael, na pintura. O livro “O Cortesão” de Baldassare Castiglione, e “O príncipe” de Maquiavel, também marcaram esse período. Roma, agora, era o novo maior centro da cultura renascentista.

•Quinquecento: Roma sobrepõe definitivamente Florença, como maior polo econômico, industrial e artístico. Com a chegada de grandes mestres como Michelangelo e Rafael, formou-se uma escola local, onde a política cultural do papado deu uma feição característica a essa fase. No final do século, o movimento começa a perder força, tendo como motivo da decadência a quebra do monopólio comercial italiano pelas grandes navegações. Surge também, nesse período os impactos da Reforma Protestante e a Contra Reforma, dando origem a uma nova arte que traduzia os sentimentos do conflito.

O Renascimento Científico cria suas raízes no século XVI, época em que ocorre o desenvolver de áreas da ciência. A corrente artística e política incentivou a experimentação e a observação, pontos de partida para o desenrolar da prática científica. Da Vinci também teve seu destaque na ciência, inventou instrumentos e aprimorou mecanismos. Nicolau Copérnico contribuiu com conhecimentos matemáticos, omes como Miguel Servet, André Versálio e Ambroise Paré tiveram grande importância no avanço da medicina.

QUESTÕES

(Enem) “(…) Depois de longas investigações, convenci-me por fim de que o Sol é uma estrela fixa rodeada de planetas que giram em volta dela e de que ela é o centro e a chama. Que, além dos planetas principais, há outros de segunda ordem que circulam primeiro como satélites em redor dos planetas principais e com estes em redor do Sol. (…) Não duvido de que os matemáticos sejam da minha opinião, se quiserem dar-se ao trabalho de tomar conhecimento, não superficialmente, mas duma maneira aprofundada, das demonstrações que darei nesta obra. Se alguns homens ligeiros e ignorantes quiserem cometer contra mim o abuso de invocar alguns passos da Escritura (sagrada), a que torçam o sentido, desprezarei os seus ataques: as verdades matemáticas não devem ser julgadas senão por matemáticos.”
(COPÉRNICO, N. De Revolutionibus orbium caelestium)
“Aqueles que se entregam à prática sem ciência são como o navegador que embarca em um navio sem leme nem bússola. Sempre a prática deve fundamentar-se em boa teoria. Antes de fazer de um caso uma regra geral, experimente-o duas ou três vezes e verifique se as experiências produzem os mesmos efeitos. Nenhuma investigação humana pode se considerar verdadeira ciência se não passa por demonstrações matemáticas.”
 (VINCI, Leonardo da. Carnets)
O aspecto a ser ressaltado em ambos os textos para exemplificar o racionalismo moderno é:
a) a fé como guia das descobertas.
b) o senso crítico para se chegar a Deus.
c) a limitação da ciência pelos princípios bíblicos.
d) a importância da experiência e da observação.
e) o princípio da autoridade e da tradição.

ALTERNATIVA D

(Enem 2011) “Acompanhando a intenção da burguesia renascentista de ampliar seu domínio sobre a natureza e sobre o espaço geográfico, através da pesquisa científica e da invenção tecnológica, os cientistas também iriam se atirar nessa aventura, tentando conquistar a forma, o movimento, o espaço, a luz, a cor e mesmo a expressão e o sentimento.”
SEVCENKO, N. O Renascimento. Campinas: Unicamp, 1984.
O texto apresenta um espírito de época que afetou também a produção artística, marcada pela constante relação entre:
a) fé e misticismo.
b) ciência e arte.
c) cultura e comércio.
d) política e economia.
e) astronomia e religião.

ALTERNATIVA B

(ENEM) “O franciscano Roger Bacon foi condenado, entre 1277 e 1279, por dirigir ataques aos teólogos, por uma suposta crença na alquimia, na astrologia e no método experimental, e também por introduzir, no ensino, as idéias de Aristóteles. Em 1260, Roger Bacon escreveu: “Pode ser que se fabriquem máquinas graças às quais os maiores navios, dirigidos por um único homem, se desloquem mais depressa do que se fossem cheios de remadores; que se construam carros que avancem a uma velocidade incrível sem a ajuda de animais; que se fabriquem máquinas voadoras nas quais um homem (…) bata o ar com asas como um pássaro. (…) Máquinas que permitam ir ao fundo dos mares e dos rios”
(apud. BRAUDEL, Fernand. Civilização material, economia e capitalismo: séculos XV-XVIII, São Paulo: Martins Fontes, 1996, vol. 3.).
Considerando a dinâmica do processo histórico, pode-se afirmar que as idéias de Roger Bacon
a) inseriam-se plenamente no espírito da idade média ao privilegiarem a crença em Deus como o principal meio para antecipar as descobertas da humanidade.
b) estavam em atraso com relação ao seu tempo ao desconsiderarem os instrumentos intelectuais oferecidos pela Igreja para o avanço científico da humanidade.
c) opunham-se ao desencadeamento da Primeira Revolução Industrial, ao rejeitarem a aplicação da matemática e do método experimental nas invenções industriais.
d)eram fundamentalmente voltadas para o passado, pois não apenas seguiam Aristóteles, como também baseavam-se na tradição e na teologia.
e) inseriam-se num movimento que convergiria mais tarde para o Renascimento, ao contemplarem a possibilidade de o ser humano controlar a natureza por meio das invenções.
ALTERNATIVA E

(ENEM-2001)  O texto foi extraído da peça Tróilo e Créssida de William Shakespeare, escrita, provavelmente, em 1601.

“Os próprios céus, os planetas, e este centro reconhecem graus, prioridade, classe, constância, marcha, distância, estação, forma, função e regularidade, sempre iguais; eis porque o glorioso astro Sol está em nobre eminência entronizado e centralizado no meio dos outros, e o seu olhar benfazejo corrige os maus aspectos dos planetas malfazejos, e, qual rei que comanda, ordena sem entraves aos bons e aos maus.”
(personagem Ulysses, Ato I, cena III). SHAKESPEARE, W. Tróilo e Créssida. Porto: Lello & Irmão, 194 8.
A descrição feita pelo dramaturgo renascentista inglês se aproxima da teoria:
a)geocêntrica do grego Claudius Ptolomeu.
b) da reflexão da luz do árabe Alhazen.
c) heliocêntrica do polonês Nicolau Copérnico.
d) da rotação terrestre do italiano Galileu Galilei.
e) da gravitação universal do inglês Isaac Newton.

ALTERNATIVA C

(Uniderp-MS) “Que obra de arte é o homem; tão nobre no raciocínio; tão vário na capacidade; em forma e movimento; tão preciso e admirável, na ação é como um anjo; no entendimento é como um Deus; a beleza do mundo; o exemplo dos animais.”
(Shakespeare)

A frase acima refere-se a uma das principais características do Renascimento, ou seja, ao:
a) teocentrismo
b) pessimismo
c) absolutismo
d) antropocentrismo
e) calvinismo

ALTERNATIVA D

Curiosidades
A higiene veio por durante o século XVI e XVII, a transformar-se numa questão  que a água era alheia , e onde a brancura da roupa substituía a limpeza da pele. O receio da água produziu  uma série de suplentes, como por exemplo os pós e os perfumes. Neste período passou a dar mais atenção as partes do corpo descobertas, as mãos e o rosto. De fato no século XVI, a preocupação com a higiene pessoal foi deixada de lado, o que contribuiu para o crescimento de perfumes e maquiagens. Nessa época era comum:
•Usar as roupas limpas até ficarem sujas;
•A escovação dos dentes era feita com algo natural, exemplo: urina, cinzas ou a própria saliva;
•As mãos era lavadas de 3 em 3 dias, e o rosto era lavado com  vinagre ou clara de ovo, para deixar a pele mais clara e aveludada;
•O uso  frequente da maquiagem para esconder a sujeira;
•Para evitar o odor nas axilas, encharcavam a pele de trocisco de rosas.

Filmes/ Séries

- Shakespeare Apaixonado

- O Mercador de Veneza

- Da Vinci’s Demons (série)

AMÉRICAS INDEPENDENTES

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Independência pela revolução social: Haiti

Duas metrópoles dominavam a Ilha de São Domingos: a parte ocidental era colônia francesa, e a outra porção, colônia espanhola. Os franceses desenvolveram a produção de gêneros tropicais, como açúcar (principal), café, fumo e algodão, além do rum, bebida alcoólica extraída da cana. 85% da população era composta por escravos. A pequena parcela da população branca era denominada: grands blacs, enquanto os mestiços e negros livres eram chamados de affranchis, e por mais que estes fossem ricos, dinheiro nenhum superava suas origens. Neste contexto, a eclosão da Revolução Francesa serviu como fator importante para desestabilizar a sociedade colonial. As medidas adotadas pelos diversos governos instalados durante a revolução atingiam diretamente as colônias francesas. Houve uma grande influência dos ideários da revolução, de liberdade, igualdade e fraternidade.
A primeira grande crise ocorreu em 1790, quando os affranchis Vicent Ogé e Jean-Baptiste Chavanes organizaram uma revolta contra os brancos. A rebelião estendeu-se por várias regiões, mas os líderes foram presos e executados.
Em 1791 os negros lideraram um dos maiores levantes escravos já ocorridos na história das Américas. O ex-escravo Toussaint-Louverture foi um dos principais comandantes da rebelião. Os rebeldes formaram um verdadeiro exército para lutar pela libertação.
As lutas dos negros nas Antilhas estimularam os revolucionários franceses liderados por Robespierre, a decretar em 1793 o fim da escravidão nas colônias francesas, incluindo a terra do atual Haiti. Anos depois, o escravo, Louverture, conseguiu tomar o poder e, após conquistar a parte oriental da ilha (atual República Dominicana), libertou todos os escravos da região. Em 1802, porém, tropas militares, a mando de Napoleão Bonaparte, desembarcaram na ilha e reprimiram duramente o movimento de libertação. Louverture foi preso e enviado para a França, onde acabou morrendo numa prisão em 1803.
A luta pela independência continuou, comandada agora por Jean Jacques Dessalines, outro líder popular negro. Usando como lema “Liberdade ou Morte!”, o exército de Dessalines conseguiu vencer os franceses e proclamar a independência da ilha em 1 de Janeiro de 1804. Nascia, assim, a República do Haiti, o segundo país a se tornar independente. As nações europeias, no entanto só reconheceram a independência do Haiti em 1825.

O contexto das independências no século XIX

A revolução industrial inglesa gerou um aumento significativo da produção de mercadorias, exigindo assim, mais matéria-prima e mercado consumidor. O monopólio comercial das metrópoles ibéricas atrapalhava o comércio inglês, pois a intermediação dos negociantes portugueses e espanhóis encarecia as matérias-primas que saíam das colônias. O ideário iluminista chegou à América e repercutiu nas elites coloniais. Combater o absolutismo e o mercantilismo foram propostas que rapidamente se difundiram nas colônias. O sucesso da independência dos EUA aumentava a confiança dos colonos e outro fator era a contradição intrínseca ao sistema colonial. Era impossível explorar uma colônia sem desenvolvê-la, e conforme isso acontecia, inevitavelmente apareciam conflitos de interesses entre a colônia e a metrópole. A insatisfação das elites coloniais com a metrópole refletia-se nos frequentes confrontos entre criollos e chapetones.
No entanto, foi no contexto das revoluções europeias que as guerras de independência se intensificaram em especial na fase napoleônica.

INDEPENDÊNCIAS NA AMÉRICA ESPANHOLA

O sistema colonial espanhol foi o mais rígido da época. Somente três portos estavam abertos para comercializar com a metrópole. Uma forte máquina administrativa e fiscal foi estabelecida. O quadro de instabilidade política e social da América espanhola era agravado pelo aumento da exploração a que eram submetidas as camadas populares, principalmente indígenas. Essa situação tornou a América espanhola um território propício a revoltas de todos os tipos.

Os primeiros movimentos

Depois da invasão napoleônica, as colônias latino-americanas ficaram isoladas, a esquadra espanhola foi inutilizada, as autoridades da metrópole perderam a autoridade da colônia e o cabildos assumiram, na prática, as juntas insurrecionais, que era a administração colonial. Tendo em mãos o controle de parte dos organismos de administração, os criollos passaram a fazer exigências.
A partir de 1810, diversas juntas depuseram autoridades metropolitanas, negando-se a seguir determinações vindas da metrópole. A partir daí surgiram os libertadores, líderes natos, são eles: Miguel Hidalgo, José Maria Morelos, Simón Bolívar, José de San Martin, José Miguel Carrera e Bernardo O’Higgins. Todos eram da elite criolla.
Constituídas por negros, mestiços e indígenas, as massas populares foram integradas como forças armadas nos movimentos desencadeados em diversas regiões da América. As expectativas destes, de melhorar suas condições de vida e da própria liberdade em si, eram diversas daquelas que motivavam os criollos: para quem a emancipação significava o controle sobre as estruturas de poder, a liberdade de comércio e o enriquecimento.
Em 1811, a junta organizada no cabildo de Assunção, tornou-se independente da Espanha e do vice-reino do Prata, fazendo nascer o Paraguai. No mesmo ano, Francisco de Miranda assumiu o governo da Venezuela. Derrotado e destituído por tropas espanholas, recebeu o apoio de Simón Bolívar, que, liderando um movimento de guerrilha, ocupou a Venezuela em 1816 e instituiu um governo provisório.
Em 9 de julho de 1816, foi proclamada a independência da República das Províncias Unidas do Rio da Prata, que daria origem à Argentina.
A Espanha tentou minimizar os conflitos, liberando, em 1812, o comércio para as colônias, mas o processo revolucionário não diminuiu e consolidou-se a independência de várias colônias.
Após a chegada do novo monarca Fernando VII ao trono da Espanha, em 1814, além de serem anuladas as medidas liberais da constituição de 1812, intensificaram a repressão contra os colonos rebeldes. Tais medidas garantiram ânimo para uma nova fase nos processos de independência.

As independências continuam…

A partir de 1817, dois fatores reascenderam os movimentos liberais: a participação das massas populares e o apoio da Inglaterra.
No Chile, em 12 de Fevereiro de 1818, Bernardo O’Higgins converteu-se no primeiro ditador do Chile independente.
Os vice-reinos de Nova Granada e do Peru e uma parte da capitania geral da Venezuela deram origem a cinco novos países: Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e a própria Venezuela.
Em 1819, Simón Bolivar garantiu a independência da Colômbia; Em 1821, San Martin proclamou a independência do Peru, no mesmo ano Bolívar libertou o Equador; Em 1825, foi proclamada a república da Bolívia.
O México, foi libertado em um processo que se arrastou de 1808 à 1821. Em 1823, Iturbine abdicou do trono e a república foi instalada.
Na América central, em 1821 a região foi declarada independente, 1823 foi proclamada a república e em 1825 a república Centro-Americana, como era chamada, foi desmembrada em cinco países: Guatemala, Honduras, Costa Rica, Nicarágua e El Salvador.

A AMÉRICA LATINA INDEPENDENTE

Com algumas exceções, as ex-colônias adotaram a forma republicana de governo. O colonialismo absolutista foi substituído por repúblicas ditatoriais. O rompimento com o passado ocorreu apenas na política, pois no plano socioeconômico, a maior parte das velhas estruturas foi mantida. O sonho de unidade da América Latina, ou pan-americanismo, não se realizou. A fragmentação política da América Latina também decorreu da luta pelo poder dos chefes políticos de cada região. No decorrer do século XIX, esse chefes passaram a ser conhecidos como caudilhos.
Em 1823, James Monroe, lançou as bases da que seria conhecido como Doutrina Monroe. Na declaração fica claro a advertência às potencias europeias, contra qualquer tentativa de intervenção na América Independente.

QUESTÕES

(UFAL) Entre as causas políticas imediatas da eclosão das lutas pela independência das colônias espanholas da América, pode-se apontar:

a) a derrota de Napoleão Bonaparte na Batalha de Waterloo;
b) a formação da Santa Aliança;
c) a imposição de José Bonaparte no trono espanhol;
d) as decisões do Congresso de Viena;
e) a invasão de Napoleão Bonaparte a Portugal e a coroação de D. João VI no Brasil.

ALTERNATIVA C

(MACKENZIE) O processo de independência do Brasil caracterizou-se por:

a) ser conduzido pela classe dominante que manteve o governo monárquico como garantia de seus privilégios;
b) ter uma ideologia democrática e reformista, alterando o quadro social imediatamente após a independência;
c) evitas a dependência dos mercados internacionais, criando uma economia autônoma;
d) grande participação popular, fundamental na prolongada guerra contra as tropas metropolitanas;
e) promover um governo liberal e descentralizado através da Constituição de 1824.

ALTERNATIVA A

(UCSAL)

I. Aparecimento do capitalismo industrial em substituição ao antigo e decadente capitalismo comercial.
II. Tradução em dois planos do processo capitalista: abertura das áreas coloniais à troca internacional e eliminação do trabalho escravo.
III. Transferência da família real para o Brasil e abertura dos portos.

Os itens acima sintetizam algumas razões que respondem, no Brasil, pela:

a) eliminação da importação
b) decadência da mineração
c) colonização portuguesa
d) independência política
e) expansão territorial

ALTERNATIVA D

(UFU) No início do século XIX, a independência da América Espanhola ocorreu num contexto político internacional marcado por fatos. Dentre os fatos que favoreceram a independência da América Espanhola, podemos mencionar.

a) A Revolução Industrial Espanhola.
b) A derrota dos americanos na guerra de independência dos Estados Unidos.
c) O Despotismo Esclarecido.
d) O triunfo do absolutismo de direito divino na Espanha.
e) As guerras napoleônicas.

ALTERNATIVA E

(FUVEST) No processo de emancipação política da América espanhola destaca-se a participação:

a) Da população nativa que através do Exército que lutou contra os cabildos criollos.
b) Dos indígenas que através dos cabildos organizaram o Estado Nacional.
c) Dos chapetones que para garantir seus interesses controlaram o Exército.
d) Dos caudilhos que defendiam princípios liberais e descentralizadores.
e) Dos Criollos que através dos cabildos defendiam os interesses locais.

ALTERNATIVA E

(PUC-SP) O movimento de emancipação política da maioria dos países de colonização espanhola da América não significou a quebra das estruturas sociais e econômicas. Daí se verificou que:

a) A dominação dos proprietários rurais foi garantida por novas incorporações territoriais.
b) As diferenças entre as várias classes da população foram superadas pelo desejo de união nacional.
c) O fortalecimento do poder político pessoal deu origem ao caudilhismo.
d) Os intelectuais apoiaram-se nas ideias libertárias para defender propostas de igualdade social.
e) A atuação da Igreja foi importante para garantir as reivindicações populares.

ALTERNATIVA C

(OSEC-SP) Os movimentos de independência do Brasil e das colônias espanholas na América podem ser explicados em função:

a) Do desenvolvimento do capitalismo industrial e das restrições impostas pelo Pacto Colonial.
b) Do desenvolvimento industrial metropolitano, que exigia mercados abertos e diversificação da produção.
c) Da difusão das ideias liberais.
d) As alternativas a e c estão corretas.
e) As alternativas b e c estão corretas

ALTERNATIVA D

ALTA IDADE MÉDIA ORIENTAL (IMPÉRIO BIZANTINO)

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O Império Romano sofreu sua divisão em 395, em Império Romano do Oriente e Império Romano do Ocidente.
O Império Bizantino, durante a Idade Média, foi o Império Romano do Oriente. Sua capital era Constantinopla, fundada por Constantino I em 330, onde se localizava a antiga colônia de Bizâncio. Durante a maior parte de sua duração manteve-se como a mais poderosa força militar, tanto econômica quanto cultural, da Europa.
Três governadores se destacaram: Constantino, Teodósio e Justiniano.
Justiniano fez o império atingir seu auge com políticas externas e a retomada de territórios, além disso, ele modificou os aspectos do antigo Direito Romano e realizou a construção da igreja de Santa Sofia. Seu período ficou conhecido como Era de Ouro e tinha como objetivo restaurar o antigo esplendor do Império Romano.
Ele conseguiu conter o avanço militar dos persas e búlgaros sobre a região balcânia. Tentou reagrupar os antigos domínios do império e chegou a conseguir alguns, porém não resistiu à invasão dos povos germânicos na Europa e a dominação dos árabes no norte da África.
Foi adotada uma política déspota e teocêntrica, sua economia tinha intervenção estatal, com comércio e desenvolvimento agrícola.
Internamente o império sofreu uma revolta da população que era contra a opressão dos governantes e os elevados impostos. Essa revolta recebeu o nome de Revolta de Nika.
A sociedade apresentava grande interesse por assuntos religiosos, porém divergia dos princípios católicos romanos. Os cristãos bizantinos não reconheciam a natureza física de Cristo e repudiavam a adoração de imagens surgindo, assim, as heresias, principalmente dos monofisistas e os iconoclastas, que  destruíram  imagens e a proibiram o uso delas em templos.
Por causa dessas divergências, ocorreu o chamado Cisma do Oriente,  a igreja foi dividida em Católica Apostólica Romana e Ortodoxa (adotada no Império Bizantino).
Em sua produção artística, destacam-se os mosaicos que foram bastante populares. Eram feitos de pedacinhos de vidros e tinham como tema principal a religião e o imperador.
O Império sofreu decadência quando sua capital, Constantinopla, foi conquistada pelo Império Otomano, passando a ser denominada de Istambul .

QUESTÕES

(UNESP) A civilização bizantina floresceu na Idade Média, deixando, em muitas regiões da Ásia e da Europa, testemunhos de sua irradiação cultural. Assinale a importante e preponderante contribuição artística bizantina que se difundiu, expressando forte destinação religiosa:
a) adornos de bronze e cobre;
b) aquedutos e esgotos;
c) telhados e beirais recurvados;
d) mosaicos coloridos e cúpulas arredondadas;
e) vias calçadas com artefatos de couro.

ALTERNATIVA D

(UEMS – 2008) O que foi a Revolta Nika que ocorreu no Império Bizantino em 532 d.C.?

a) Um movimento contra o imperador Justiniano, provocado pelos seus inimigos políticos, os aristocratas legitimistas.
b) Um movimento cultural que ocorreu na Europa para difundir o velho testamento.
c) Uma tentativa de invasão dos bárbaros sobre o que restava do império romano ocidental.
d) Uma tentativa de tomar o poder do imperador Augusto, por uma parte do exército romano.
e) Um conjunto de prescrições da Igreja Católica Romana contra os bárbaros que invadiram Roma.

ALTERNATIVA A

(UEL/PR 2009) Justiniano (527-565), no Império Romano do Oriente, enfrentou diferentes dificuldades internas, inclusive nas relações entre a Igreja e o Estado, em virtude das heresias, como a dos monofisistas, que, entre outros princípios:
a) pretendiam a destruição de todas as imagens;
b) pregavam a natureza divina de Cristo;
c) defendiam o conhecimento de Deus inspirado no misticismo;
d) admitiam o dualismo de inspiração budista;
e) afirmavam a reencarnação das almas em corpos de animais.

ALTERNATIVA B

(ENEM) O texto abaixo reproduz parte de um diálogo entre dois personagens de um romance.

“- Quer dizer que a Idade Média durou dez horas? – Perguntou Sofia.

- Se cada hora valer cem anos, então sua conta está certa. Podemos imaginar que Jesus nasceu à meia-noite, que Paulo saiu em peregrinação missionária pouco antes da meia-noite e meia e morreu quinze minutos depois, em Roma. Até as três da manhã a fé cristã foi mais ou menos proibida. (…) Até as dez horas as escolas dos mosteiros detiveram o monopólio da educação. Entre dez e onze horas são fundadas as primeiras universidades.”

Adaptado de GAARDER, Jostein. O Mundo de Sofia, Romance da História da Filosofia. São Paulo: Cia das Letras, 1997.

O ano de 476 d.C., época da queda do Império Romano do Ocidente, tem sido usado como marco para o início da Idade Média. De acordo com a escala de tempo apresentada no texto, que considera como ponto de partida o início da Era Cristã, pode-se afirmar que:

a) as Grandes Navegações tiveram início por volta das quinze horas.
b) a Idade Moderna teve início um pouco antes das dez horas.
c) o Cristianismo começou a ser propagado na Europa no início da Idade Média.
d) as peregrinações do apóstolo Paulo ocorreram após os primeiros 150 anos da Era Cristã.
e) os mosteiros perderam o monopólio da educação no final da Idade Média.

ALTERNATIVA A

(PUC) Em relação ao Império Bizantino, é certo afirmar que:

a) o governo era ao mesmo tempo teocrático e liberal;
b) o Estado não tinha influência na vida econômica;
c) o comércio era sobretudo marítimo;
d) o Império Bizantino nunca conheceu crises sociais;
e) o imperialismo bizantino restringiu-se à Ásia Menor.

ALTERNATIVA C
FILMES

Construindo um Império – Bizâncio

(trailer não encontrado)